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| Sem titulo: de Cindy Sherman (1990) |
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| Claude Cahun |
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| Fotografia: claude cahan |
Você pode ler mais também aqui:
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| Sem titulo: de Cindy Sherman (1990) |
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| Claude Cahun |
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| Fotografia: claude cahan |
http://fotografoslambelambes.blogspot.com/2010/02/fotografos-ambulantes-no-brasil-os.html
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/aniversariodecuritiba/territorio/

http://lambelambecultural.blogspot.com/
Em seu primórdio, a fotografia direcionava-se à elite e exigia conhecimentos de química e física. Os avanços tecnológicos, a industrialização de equipamentos e materiais corroborou para o barateamento da fotografia e à sua massificação ao final do século XIX. Dessa forma, os lambe-lambes contribuíram para popularizar a fotografia no Brasil ao final daquele século sobrevivendo de maneira bastante escassa até o século XXI, não tendo eles atingido a classe dominante. Seus clientes geralmente eram humildes suburbanos, oriundos de cidades pequenas ou à procura de trabalho. Ofereciam preços abaixo dos estúdios maiores e entregavam as fotografias prontas em menor tempo, o saber da técnica fotográfica passava de pai para filho, mas isto nem sempre necessariamente foi assim (FRANCO, 2004).
Lambe-lambe?
Há várias explicações para o termo lambe-lambe, (observar as referências e indicações para leitura ao final deste post):
Lambe-lambe pode ter surgido pelos antigos fotógrafos que batiam a chapa preto-e-branco e assopravam o negativo para que o calor do ar da boca ajudasse a secá-la. Aí as pessoas passavam e viam o fotógrafo fazendo isto e diziam que ele estava lambendo a chapa (AMARANTE e SEVERINO JÚNIOR, 2002 apud FRANCO, 2004, p.21).
“Para Boris Kossoy (1980), a origem do termo lambe-lambe se refere a um teste que se faz para
verificar de que lado estava a emulsão de uma chapa, filme ou papel sensível. Para evitar o erro de colocar a chapa com a emulsão voltada para o fundo do chassi, o que deixaria fora do plano focal e portanto, com falta de nitidez, costumava-se, (não só o fotógrafo lambe-lambe, mas como qualquer outro fotógrafo que utilizava câmeras de grande formato), molhar com saliva a ponta do indicador e do polegar e fazer pressão com esses dois dedos sobre a superfície do material sensível num dos cantos para evitar manchas. O lado em que estivesse a emulsão seria identificado ao produzir uma leve impressão de ‘colagem’ no dedo” (KOSSOY,1974 apud FRANCO, 2004, p. 21).
Segundo alguns lambia-se a placa de vidro para saber qual era o lado da emulsão o que explicaria o nome. […] Há quem diga que se lambia a chapa para fixá-la, porém a origem mais viável parece estar
ligada ainda ao antigo processo da ferrotipia. Este processo envolvia uma camada de asfalto sobre uma chapa de ferro de mais ou menos 1mm sobre a qual era aplicada a emulsão. Após a revelação com sulfato de ferro, o fotógrafo lambia a chapa, fazendo com que a imagem se destacasse do fundo preto asfáltico pela ação do cloreto de sódio existente na saliva"(KOSSOY,1974 apud FRANCO, 2004, p. 21).
Quando se revelava a foto, após ser retirada do banho com o químico fixador, ela era lavada com água, então, os lambe-lambes passavam a foto na boca pra não ficar muito molhada, com o tempo, alguns passaram a acender um fogareirinho com álcool, e secava a chapa nele (FRANCO, 2004).
No Brasil, embora existam muitas imagens, a História da Fotografia Lambe-Lambe não é algo muito simples de se detalhar devido à carência de registros escritos e ao anonimato de muitos fotógrafos. Sendo que, mais a partir dos anos 1980, as pesquisas a respeito deles tivessem se dado, devido a decadência de tal profissão e técnica fotográfica. Rio de Janeiro e São Paulo foram as principais portas de entrada dos fotógrafos lambe-lambes, imigrantes que vinham da Europa já com o conhecimento de fotografar e revelar ao ar livre. Em Belo Horizonte, no ano de 2004, ainda existiam 6 fotógrafos lambe-lambes na Praça da Estação (FRANCO, 2004).
http://lambelambecultural.blogspot.com/
Em cada cidade brasileira, o perfil dos fotógrafos tende a variar. Por exemplo, em Belo Horizonte, a primeira geração de fotógrafos lambe-lambes em 1922 era em maioria de espanhóis e sírios. Nos anos 1930-1940, decretos impunham cobranças de taxas, licenças e rodízios semanais entre os lambe-lambes na capital mineira. Alguns ficavam restritos à fotografia de documentos, outros viajavam para fotografar festas religiosas no interior de Minas Gerais e ganhar dinheiro. Ao final dos anos 1950-1960, os lambe-lambes mineiros vivenciaram o período de maior rentabilidade com os retratos 3x4 para inúmeros documentos como a carteira de trabalho, de identidade... Utilizando como suporte a técnica de se fotografar em vidro, entregavam a foto pronta em 20 minutos. O mesmo ocorreu em Vitória, pois nos anos 1950, os estúdios levavam entre 3 a 4 dias para entregar o serviço pronto aos clientes. Além dos 3x4, os ambulantes mineiros fizeram fotos para monóculos até o final dos anos 1980 (FRANCO, 2004).
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A chegada do filme colorido e do minilab (mini-laboratório) para revelações coloridas iniciou o processo de decadência da fotografia lambe-lambe, pois podia oferecer preços ainda menores e a entrega da foto pronta em menos de 30 minutos, além do que, os próprios lambe-lambes ficavam dependentes dos estúdios fotográficos para comprarem o material para revelação colorida (FRANCO, 2004). Quadro semelhante ocorreu no restante do Brasil que, com as inovações e modernizações tecnológicas tanto analógicas quanto digitais e com a popularização e barateamento da fotografia, direcionaram o tradicional ofício dos lambe-lambes à obsolescência e desvalorização, portanto, a caminho da extinção (FERNANDES JÚNIOR, op. cit.).

Os sobreviventes do lambe-lambe vieram se adaptando ao longo dos tempos, desde a máquina Bernardi às de filme colorido; de monóculos às Polaroid e, agora, seguindo com equipamento digital... (FRANCO, 2004; TASSINARI, 2006). Embora, acredite que lambe-lambe mesmo era o que lambia a chapa, os primeiros, tradicionais e característicos.
Por isso, suscito aos meus comparsas, integrantes do Fotoclube Super Olho, uma provocação: procurar se ainda existe algum fotógrafo lambe-lambe em Goiânia e região, lambe-lambe mesmo, de verdade, que tira foto com a chapa preto-e-branco e tudo mais... Com ele realizar uma entrevista informal e claro: tirarmos uma foto para a posteridade! Quem aceita minha proposta?
Para conhecer mais sobre lambe-lambe e sua história, você poderá consultar também as fontes indicadas. http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=2055
Postado por: Naira Rosana em 08 de novembro de 2011.
REFERÊNCIAS
FERNANDES JÚNIOR, Rubens. Desconhecidos íntimos: o imaginário do fotógrafo lambe-lambe. Disponível em:<http://www.mnemocine.com.br/fotografia/rubens.htm>
FRANCO, Marcelo Horta Messias. Profissionais em extinção: o caso do fotógrafo lambe-lambe. Monografia de Conclusão de Curso. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 2004. Disponível em: <http://www.antropologia.com.br/divu/colab/d25-mfranco.pdf>. Acesso em: 08 nov. 2011.
SILVA, Andressa Ignácio. Fotógrafos lambe-lambes e fotoclubistas: análise de perfil e perspectiva social da produção fotográfica. II Encontro Nacional de Estudos da Imagem. Anais... 12 a 14 mai. 2009. Disponível em: <http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais/trabalhos/pdf/SILVA_Andressa%20Ignacio.pdf>. Acesso em: 07 nov. 2011.
TASSINARI, Marco. Profissão: lambe-lambe. Há 40 anos na lida, fotógrafo se moderniza para enfrentar a concorrência e a falta de material disponível no mercado. 06 jun.2006. Disponível em: <http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=2055>. Acesso em: 08 nov. 2011.
INDICAÇÕES DE LEITURA
KOSSOY, Boris. O fotógrafo ambulante: a história da fotografia nas praças de São Paulo. In: Suplemento Literário do jornal O Estado de São Paulo, 24 nov.1974, p.5.
FABRIS, Annateresa (Org.). Fotografia: usos e funções no século XIX. São Paulo: USP, 1991.
FROÉS, Leonardo. Os lambe-lambe. In: Coisas Nossas, Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Educação e Cultura e Mec-Funarte, 1978.
GOUVÊA, Isabel. Lambe-lambe: resistindo à extinção. In: Jornal FotoBahia, Salvador, n.1, jul/1981, p.3.
GRILLO, Margareth. Lambe-lambe: a profissão que a tecnologia desbancou. Disponíel em: <http://www.antropologia.com.br/divu/colab/d25-mfranco.pdf>
JORNAL O Norte. Modernidade versus tradição. Disponível em: <http://www.onorte.com.br/noticia/35257.html>
SIMINETTA, Persichetti. Lambe-Lambe: a câmera automática no lugar da velha caixa. In: Revista Iris, n.334, p.18-20, janeiro/fevereiro 1981.
SOUZA, Felipe de Paula. Um olhar sobre os fotógrafos Lambe-lambes de Ilhéus, Bahia. Revista Espaço Acadêmico. n.63. ago. 2006. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/063/63souza.htm>. Acesso em: 08 nov. 2011.
VASQUEZ, Pedro. Olha o "passarinho"! Uma pequena história do retrato. In: O retrato brasileiro: fotografias da Coleção Francisco Rodrigues 1840-1920, Rio de Janeiro, Funarte e Fundação Joaquim Nabuco, 1983, p.27.
ZUANETTI, Rose; REAL, Elizabeth; MARTINS, Nelson et al. Fotógrafo: o olhar, a técnica e o trabalho. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2002.
IMAGENS E DEMAIS SITES CONSULTADOS
http://www.flickr.com/photos/claudiolara/362436897/
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/aniversariodecuritiba/territorio/
http://fotografoslambelambes.blogspot.com/2010/02/fotografos-ambulantes-no-brasil-os.html http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=2055
http://lambelambecultural.blogspot.com/
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| Marc Ferrez em 1876 |
| Amolador (1889) |
| Vendedora de mercado (1875) |
| Avenida Central, Rio de Janeiro (1910) |
| Jardim Botânico, Rio de Janeiro (1880) |
| Araucárias, Paraná (1884) |
| Vapor no Porto do Rio de Janeiro (1895) |
| Índio botocudo no sul da Bahia (1885) |


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| Mirage Kmax 3.1 |
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| Sony Cyber Shot 12.1 |
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| Nikon D40 |
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| Canon RC -701, ano de 1996 |
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| Hasselblad H4D- 200 MS |
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| Foto feita com a Mirage Kmax 3.1 |
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| Foto feita com Sony Cyber Shot 12.1 |
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| Foto feita com Nikon D40 |
Minha mãe, Letícia, na Praça Cívica no centro de Goiânia em 1978. Fotógrafo: meu pai, José Milton.
Minha mãe de calça cor mostarda nos brinquedos do Parque Mutirama em Goiânia com amigas de faculdade, 1972. Quem é de Goiânia, sabe que esses brinquedos existem iguaizinhos ainda por lá, veremos depois da modernização do parque que está acontecendo neste ano de 2011. Os cilindros de concreto existiam naquela época na Praça do Avião em Goiânia.
Verso da foto com "areia" mais adiante.
Foto 1: Em 1960 com uniforme de gala aos 16 anos em casa, Porto Nacional (ainda antigo estado de Goiás). Foto 2: Com uma colega de ginásio em 1964, no dia da formatura à porta do Colégio Estadual de Porto Nacional. Foto 3: Num barco no rio Tocantins em 1970. Foto 4: Em Goiânia, 1965, com Raimunda (amiga), Lenita (irmã), Letícia (mamãe) e Adaltides (prima). Filmes P&B, papéis lisos brilhantes, formatos variados entre 6,5 a 10 cm.
Minha mãe aos 17 anos em 1961, no quintal da casa da minha avó Luísa na Rua 77, nº150, Centro de Goiânia. Foto "batida" pelo seu primo, Sansão, provavelmente com uma câmera Kodak, segundo ela. Filme P&B, papel fotográfico não identificado, fosco, com 180 gr., aproximadamente. Formato: 10 x 7 cm.
Em 1978, na sala de jantar na casa da Rua 62, nº12, Centro, Goiânia. Casa que não existe mais, onde nasci quase 2 anos depois. Fotógrafo: meu pai, José Milton. Câmera: Leica, emprestada pelo meu tio Uriel. Filme colorido. Papel fotográfico: Kodak. Formato: 12,4 x 8,8 cm.
Época de faculdade em Brasília, 1973. Filme colorido. Papel liso brilhante. Formato: 9 x 12,5 cm.
No Zoológico de Goiânia em 1978 com meus primos: Ricardo e Ana Cristina. Foto tirada pelo meu pai.
Para um fotógrafo amador com uma câmera analógica, especialmente quando esta era compacta, tirava-se a foto quase como no escuro, pois não tendo um super visor de LCD de 2 a 3.5 polegadas como nas câmeras digitais atuais e, somente um pequeníssimo visor ao olho, de poucos centímetros, era comum o “erro de paralaxe”. Erro ocorrido quando se achava que se ia fotografar exatamente o enquadramento visto pelo visor, mas que na verdade, a composição saia "mais pra lá" após o filme revelado e a foto ampliada. O visor não correspondia à visão real do objeto a ser fotografado, por se localizar em posição diferente do foco da objetiva, assim, era comum a foto não sair com o recorte escolhido durante o ato fotográfico.
Naturamente, o erro de paralaxe vinha aliado ao amadorismo de se fotografar mais a parede e o teto do que a pessoa retratada, mais a areia e cortar pessoas que estavam posando para a foto em um grande grupo a caminho da praia, ou de se posicionar a câmera na vertical, ao invés da horizontal, posição que seria mais adequada para a foto do grupo em questão - o que pode se tornar um charme a olhos não convencionais em consagração ao "estilo amador".
Em Luís Alves-GO, 1974, rumo à praia do rio Araguaia. Tava frio no início da manhã! Mamy's é a última à direita, sem chapelão a la mexicano! rs Filme colorido. Papel fotográfico liso, brilhante. Formato: 8,8 x 12,1 cm.
Claro que, os técnicos ou mesmo os fotógrafos que eram também responsáveis por operarem os ampliadores em seus laboratórios podiam, de acordo com a sensibilidade estética de cada um, corrigir no ampliador na sala ou quarto escuro de revelação o enquadramento do “estilo amador”. Exatamente igual ao que fazemos hoje usando programas de edição de imagens, como o Photoshop ou o Ligthroom. Ajeitavam o recorte no ampliador e podiam ajustar o tom, a luminosidade e o contraste quando submergiam o papel fotográfico já sensibilizado nas bandejas com os químicos que fariam aparecer e fixar a imagem ali projetada.
Minha mãe montava exposições artísticas na escola onde ministrava aulas de Geografia e Artes Industriais, suas duas formações acadêmicas, cultivava samambaias em casa, cactos e um jardim de rosas, lia revistas de decoração, dirigia Fusca e ouvia o iê-iê-iê de Roberto Carlos e da Jovem Guarda.
Na sala de Artes Industriais no Colégio Estadual Polivalente Modelo de Goiânia, 1973. Atual Colégio Militar, na T-08 com T-47, Setor Bueno em Goiânia. Exposição de artes e maquinário usado com os alunos. Fotos tiradas pelos seu primo, Sansão!
Infelizmente, ela não foi uma moça descolada, nem porra-louca, não militou contra a Ditadura, não participou de movimentos feministas, nem grevistas. Até chegou a usar alguma ou outra referência da moda hippie, ministrou aulas pra alunos cabeludos e “hippongas” quando concursada em Brasília, mas nunca fora uma. Fato perceptível nas fotografias em suas poses: sempre muito contidas, com muita timidez na linguagem corporal, sem grandes gargalhadas ou galhofas; roupas comportadas de “moça de família” – o que era esperado que fosse, uma “filha de mãe viúva, criada sem pai” em Porto Nacional, uma cidadela que pertencia ao antigo estado de Goiás, atual Tocantins.